19th August, 2007Invictus

Da noite que me cobre,
Negra como um poço de alto abaixo,
Agradeço quaisquer Deuses que existam
Pela minha alma inconquistável.

Na garra cruel da circunstância
Eu não recuei nem gritei.
Sob os golpes do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas ereta.

Além deste lugar de fúria e lágrimas
Só o eminente horror matizado,
E contudo a ameaça dos anos
Encontra e encontrar-me-á, sem temor.

Não importa a estreiteza do portão, ¹
Quão cheio de castigos o pergaminho, ²
Sou o dono do meu destino:
Sou o capitão da minha alma. ³

Copyright ©William Ernest Henley

¹ Alusão a Mateus 7:13-14; ² Referência à Biblía; ³ Declaração ateísta

16th August, 2007…é a vida que se renova.

Vitor

O Vitor já está com 8 meses, esta foto aí acho que estava com uns 6. O moleque é grandão, esperto e ri de tudo. Não dá muito trabalho. Ainda não fala, mas faz muita gracinha e algumas manhas. Como todo bebê, ele é lindão demais.

É engraçado como a vida se renova, como uma sementinha muda completamente o sentido da nossa vida. Não sei se por estar na casa “idosa” dos 30tãos acabo me levando pelo sentimento paterno. Atualmente minha filha não tem me dado muito trabalho, e ela, assim como todos na casa, volta sua atenção para o Vitor.

Ao meu sobrinho lindão que veio para trazer mais alegria em casa o meu sincero Te amo!

16th January, 2007Moreno

Rafaela

De todos os temores de minha vida
te perder seria tão logo morrer
o fracassar de um começo
ao menos sem um beijo

Te perder não corresponderia a dor
de não ter um grande amor

No acaso, sem quem esperasse
um olhar, um afago
o calor, os sentidos
a certeza de não estar só
a entrega total de um pobre coração desiludido
a um verdadeiro e eterno amigo

Te vejo amor,
no que ainda preservo de bom
no resumo de uma obra imperfeita
na dosagem certa de gestos,
nos risos, nos choros,
nos desejos,
nos excessos

Ainda sem falar
dos romances vividos sem par
dos amores mal-curados
dos quais me fez cicatrizar

De você não há o que enjoar
de você ainda sem sede eu bebo
de você ainda sem fome eu como
consigo esperar o tempo certo de ouvir, o tempo certo de falar
Eu amo….
e quanto amo….

Rafaela Castro

10th September, 2004A bolsa, a bolsinha e a bolsona

Ia o menino para a cidade grande pela primeira vez. O pai recomendou:

? Filho, tome o dinheiro para o trem, mas guarde-o sempre nesta bolsinha. Só tire da bolsinha as notas que precisar e nunca a deixe aberta!

O menino guardou bem aquelas palavras e foi se despedir da mãe. A mãe achou que a bolsinha não era segura. Pegou outra, maior, e ensinou ao garoto:

? Meu filho, leve a bolsinha de dinheiro sempre dentro desta bolsa. E nunca a deixe aberta!

O menino foi se despedir da avó. A avó, mais precavida, achou melhor lhe dar uma bolsa maior ainda. E explicou:

? Meu neto, ponha sempre a bolsa com a bolsinha dentro desta bolsona. E nunca a deixe aberta!

O menino ouviu tudo com atenção e foi embora pegar o trem. Chegando ao guichê, abriu a bolsona e tirou dela a bolsa. Fechou a bolsona e abriu a bolsa. Tirou a bolsinha, fechou a bolsa, abriu a bolsona, guardou a bolsa, fechou a bolsona. Então, abriu a bolsinha, tirou uma nota de dez e fechou a bolsinha. Abriu a bolsona, tirou a bolsa, fechou a bolsona, abriu a bolsa, guardou a bolsinha, fechou a bolsa, abriu a bolsona, guardou a bolsa, fechou a bolsona. Só então deu o dinheiro para o funcionário do guichê. Mas este não quis dar o bilhete.

? O preço é 12, rapazinho.

O menino, então, abriu a bolsona, tirou a bolsa, fechou a bolsona, abriu a bolsa, tirou a bolsinha, fechou a bolsa, abriu a bolsona, guardou a bolsa, fechou a bolsona, abriu a bolsinha, tirou mais uma nota de dez, fechou a bolsinha. Daí abriu a bolsona, tirou a bolsa, fechou a bolsona, abriu a bolsa, guardou a bolsinha, fechou a bolsa, abriu a bolsona, guardou a bolsa e fechou a bolsona. Deu a outra nota para o funcionário, que lhe devolveu o troco.

Para guardar o troco, o menino abriu a bolsona, tirou a bolsa, fechou a bolsona, abriu a bolsa, tirou a bolsinha, fechou a bolsa, abriu a bolsona, guardou a bolsa, fechou a bolsona, abriu a bolsinha, guardou o dinheiro, fechou a bolsinha, abriu a bolsona, tirou a bolsa, fechou a bolsona, abriu a bolsa, porém, antes que ele guardasse a bolsinha na bolsa, fechasse a bolsa, abrisse a bolsona, guardasse a bolsa na bolsona e fechasse a bolsona, o trem passou e ele… perdeu o trem!

Conto de Rosane Pamplona

22nd January, 2004Mon Animal (Elisa Lucinda)

Não gosto de colar textos como este aí em baixo mas este é legal.

Eu a vejo quase todas as manhãs. Não é exatamente bonita. Aliás ela é de uma feiúra estranha como se carregasse uma boniteza espalhada em si, nos gestos e não nos traços exatamente. Não importa. Importa é que a vejo acompanhada perenemente pelo seu cão. Um pastor alemão com cara de bom companheiro. E o é. Eu vejo. Olha-a muito, encaixa seu focinho entre os joelhos dela, brinca com ela, gane querendo dengo. Ela também, essa minha vizinha de uns quarenta e vividos anos, brinca de não-solidão com esse cachorro específico; gosta dele, ri: Não Duque, assim não, deixa o moço, Duque, me espere. Não vá na minha frente assim, cuidado com o carro, menino. Ele a olha como quem agradece. E vão os dois, não em vão, pelas ruas de Copacabana sob o sol, felizes que só vendo. Eu vejo. Ela é camelô; nos encontramos no elevador e eu:
- Vocês se divertem tanto, é tão bonito. - É, nos conhecemos na rua. Ele olhou pra mim bem nos meus olhos. Eu estava trabalhando. Vi logo que era um cão bem cuidado fisicamente mas faltava-lhe carinho. Deixei minhas bugigangas (ela vende coisas que querem imitar jóias antigas) por não sei quanto tempo e fiquei agachada na calçada na Avenida Nossa Senhora, só namorando ele. Decidimos que ele viveria comigo.

Naturalmente. Tudo aconteceu “naturalmente”, ela frisou, como se quisesse dissipar de mim qualquer sombra de suspeita de um possível roubo. Noutro dia no mesmo elevador, ela com seu carrinho de balangandãs, eu e Duque. O elevador apertado e ela continuou femininamente a conversa do último elevador nosso: - Tenho certeza que ele é de câncer. É muito sensível. Só falta falar. Né Duque? … ele não é lindo? Eu disse: Lindíssimo. E você que signo é? - Ah, sou capricórnio mas com ascendente em câncer, combina sim. Eu vejo Duque lambendo as mãos dela, as magras mãos cujos dedos ela oferecia de propósito e distraidamente a imordida dele. Eu olho admirando receosa por conta dos afiados dentes dele. Quase não entendo de cães. Você tem medo… ô não ofenda ele; Duque entende pensamentos e não gostou do que você pensou. Jamais me morderia, jamais me trairia. Né Duque? Senti o pensamento de Duque latindo que jamais a trairia. Achei bonito.

Chegamos. Tchau, bom trabalho. Tchau Duque. Fui para a rua pensando longamente nos dois. Depois pensei nos mistérios da astrologia e perdi o fio do meu pensamento. Ao final da tarde avistei pela janela Duque e Angela indo ver o crepúsculo na praia. Depois vi os dois voltando sorridentes e caninos, sob a noite estrelada; ela com fitas de vídeo penduradas ao braço; sempre conversando com ele. Tenho inveja de Angela. O animal que eu quero não mora comigo, não almoça mais comigo, não brinca mais, não me telefona, não me advinha os pensamentos, não me acompanha ao crepúsculo, não gane querendo dengo, nossos signos parecem não mais combinar. O animal que quero, pensa demais e por isso não passeia mais comigo. E o pior: Não me lambe mais.

12th December, 2003Para Simone

Fica comigo

Ontem estive pensando…
E de tanto pensar não sei se deveria.

Não deveria pensar, não deveria hesitar.
Tudo era comum, prático, fácil mas era o que eu tinha.
Era tudo e eu nem sabia.

Não sabia talvez porque não queria.
Era cômodo, simples, igual mas era meu.

E nada poderia influenciar meus sentimentos,
Nem mesmo as certezas do incerto.

Neste momento para onde vou?
Se desperdicei o que era incerto mas era meu.

E agora que já nem sei o que sabia,
Por onde andava nem por onde ia,
O que farei sem a sua companhia.

Então te peço mesmo sem saber,
Fique ao meu lado e lute comigo.
Ajude-me a saber o que nem eu sabia.
Ajude-me a entender até o que já entendia.

(Sérgio Moreno)

P.S - Simone é a minha melhor amiga.

Mais aqui. Dica do Alesc ;-)

23rd October, 2003Quem é Romário?


Eu não tenho capacidade e nem a mínima vontade de acompanhar
campeonatos de futebol, primeiro porque é um saco e segundo o que se
apresenta na televisão faz parecer o programa do Gugu ser um show.
Desconheço completamente as regras do campeonato brasileiro, quem é
líder, quem cai, quem sobe, mas uma coisa eu tenho certeza, quem diz
que Romário é ou já foi craque eu lamento muito mas na minha opinião
bom sujeito não é. O título “craque” deve-se ao fato do cara fazer a
alegria do torcedor mesmo ele sendo seu rival. Poder ir a um estádio e
assistir belos dribles e lances espetaculares e sentir quase a mesma
emoção que um jogador sente ao marcar um gol. Romário já foi ou ainda é
ídolo para muitos e, acredito eu, não dá a mínima para seus fãs pois se
fosse realmente um ídolo não tomaria atitudes que põem em questão a sua
conduta como atleta e como pessoa. Não era necessário agredir um
torcedor somente pelo fato de tê-lo agredido verbalmente e moralmente.
Claro que ninguém é de ferro mas ele, antes de tudo, é um profissional
e sabe que situações deste tipo, atualmente, são comuns. Não digo que o
torcedor tem razão mas ele, Romário, deveria pensar na sua posição e
tratar com indiferença o caso. Um cara que tem a capacidade de falar
mal do Zico
não é boa gente mesmo.
Romário está processando o torcedor e para piorar a Sociedade Protetora
dos Animais (SUIPA) também está processando-o por ter flagelado as
galinhas antes de atirá-las ao campo, e pior que ainda será acusado por
homicídio porque uma das penosas morreu no campo. Só a autopsia dirá se
a galinha morreu de morte matada ou morte morrida.

22nd October, 2003Lerê lerê… II

Até o horóscopo MEU DEUS! Assim não dá! Preciso saber o que fazer, como fazer e para onde correr no dia de hoje.

Acho que vou embora.

22nd October, 2003Vai babá mesmo

Você tem certeza que algo está errado quando seu
gerente te chama para bater um papo às sete e pãnãnã e ele está com a
camisa torta, desabotoada e com o cabelo em pé.
Será que ele dormiu?

22nd October, 2003Lerê lerê…

http://www.aplacerda.com.br/weblog/ Este site está enquadrado
numa categoria cujo o acesso é bloqueado. Caso o acesso seja importante
para o desenvolvimento de sua atividade profissional nesta empresa,
solicite a sua gerência o envio de uma nota ao todo poderoso WebSense justificando a liberação do acesso ou solicitando o reenquadramento de categoria para o site.

Razão: A categoria Adult Content está bloqueada.

Não discordo da política da empresa acho até válido tendo em vista a maneira que as pessoas tratam a informação por aqui.

Verifico muitas vezes o uso indevido das ferramentas, a maioria por falta de informação. Como já falei aqui sobre o correio eletrônico o mesmo se aplica para a Internet. A galera pega pesado e a empresa é obrigada a fazer este tipo de filtro.

Até o Calvin está bloqueado na categoria Gambling. Como vou ficar sem ver este moleque maneiro.

22nd October, 2003Vai babá

Você sabe que alguma coisa está errada quando você chega às seis e
pãnãnã da matina no trabalho e o seu gerente já está na sala com aquele
olhar “mas o que está acontecendo”.

A Tuca tem certeza de que eu sou o
bichinho de estimação dela, a prova disso é que esta noite ela me
expulsou do travesseiro com aquele narigão e eu tive que me virar com
um cobertor mesmo.
É mole?

2nd September, 2003À Simone

Esta semana uma grande amiga reatou o namoro com o seu namorandão. Por
isso tive uma invasão sentimental e escrevi o poema abaixo dedicado a
ela.

À Simone

No reencontro de dois corações enamorados
transformam-se as dúvidas, os sofrimentos e os caminhos.

Tudo que era incerto de alguma maneira torna-se concreto.
E aquele “será” fica para depois,
pois agora o meu coração vive este momento
e que dele dure o suficiente para nunca mais se afastar.

Pobre coração que agora leve e contente pensa:
porque não para sempre?

Desta forma concluo que não é possível esperar
e disfarçar o que a tanto queria e nesse momento é real.

Farei valer a pena cada dia de felicidade,
pois conheci a tristeza e não gostei nem um pouco.

Te quero incondicionalmente, para fazer de ti a
minha incerteza, minha dúvida e o meu grande amor.

Sérgio Moreno


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